É de impressionar o acasso das cenas. O documentário traz uma fantástica composição dos planos resultando em uma estética incrível. Vale lembrar que esse produto é resultado de anos de trabalho em diversas viagens do fotógrafo Gregory Colbert.
O tom terra das imagens dão a expressividade necessária e a profundidade de campo é perfeita.
O filme é lento, e chega a lembrar movimentos do balé.
Faz sentir em um outro mundo.
Vendo o trabalho de Colbert, recordo-me de "Hommage à noir" do diretor Ralf Schmerberg, ambos são brilhantes na composição dos planos e mostram que a pobreza, esteticamente falando, é linda!!!.
Cinzas e Neve não é um filme. É um sonho. Uma respiração bem realizada.
